17 de julho de 2012

iHate FRANK OCEAN


Se todo mundo que revelasse já ter se apaixonado por alguém do mesmo sexo fizesse um disco tão bom quanto Channel Orange, de Frank Ocean, o mundo seria um lugar muito muito muito melhor. 

O cantor de 24 anos era mais conhecido na verdade por seu trabalho como compositor, tendo Justin Bieber, John Legend e Brandy cantando suas músicas. Mas foi quando Beyoncé gravou uma das melhores composições de Ocean até então - "Miss You" - que todo mundo passou a prestar atenção no cara (aliás, por mais que goste da versão da Beyoncé, o Frank Ocean no piano detona). Jay-Z e Kanye West, que não são bobos, pegaram dele a excelente "No Church in the Wild" (usada no trailer do novo O GRANDE GATSBY) e gravaram no badalado Watch the Throne. Não demorou muito para Frank Ocean ser considerado a mais nova promessa do R&B.

Além de ter suas composições cantadas por outros artistas, Ocean já havia despertado o interesse do mercado fonográfico através do lançamento independente do disco Nostalgia, Ultra, cuja ótima música Novocane, que cita de Viagra a Stanley Kubrick, chegou ao Top 100 da Billboard.

Diante desse cenário, havia uma certa expectativa com o lançamento do primeiro disco de Frank Ocean por uma gravadora. Essa expectativa foi multiplicada por 100 quando o cantor, em seu Tumblr, publicou um texto dizendo que se apaixonou por um homem quando tinha 19 anos e que, embora aquele amor nunca tenha se tornado público, foi um dos melhores momentos da vida dele. Em um dos momentos mais bonitos do texto, Ocean escreve: 
 
"Thanks. To my first love. I'm grateful for you. Grateful that even though it wasn't what I hoped for and even though it was never enough, it was. Some things never are... and we were." 
 
É um texto muito bonito e sensível, onde o cantor também afirma que agora não tem mais nada a esconder. Isso tem particular importância porque vários rumores começaram a surgir depois que alguns críticos, depois das primeiras audições do álbum Channel Orange, disseram que era o disco em que Ocean estaria saindo do armário, com pelo menos três músicas onde ele falava de amor relacionando a um "him" [ele] ao invés de "her" [ela]. A orientação sexual do cantor já vinha sendo discutida até mesmo anteriormente, quando na própria "Miss You" de Beyoncé existe a frase "it doesn't matter who you love." Ou então em "Thinkin' Bout You", que Justin Bieber regravou, mas trocando uma frase em que aparecia "boy" por "girl". 
 

10 de julho de 2012

iHate MARK SELIGER


É impossível pensar nos últimos 20 anos da revista Rolling Stone sem pensar no trabalho de Mark Seliger. Assim como Annie Leibovitz foi responsável pelas marcantes imagens da publicação nos anos 60 e 70, foi Seliger o fotógrafo oficial de praticamente todas as capas da Rolling Stone a partir dos anos 90. No clique abaixo, alguns dos trabalhos de Mark Seliger que acho mais bacanas.

Sem dúvida, o trabalho mais marcante de Seliger foi o retrato de Kurt Cobain para a Rolling Stone feito dois meses antes da morte do cantor. A fotografia seria usada como capa de um perfil de Cobain, mas acabou sendo a imagem-símbolo das homenagens póstumas ao líder do Nirvana.



iHate 20 YEARS OF BATMAN RETURN

  
BATMAN O RETORNO foi o que me fez descobrir o verdadeiro significado de hype. O ano era 1992, e pela primeira vez passei a procurar desesperadamente por notícias, fotos e vídeos de um filme. Afinal de contas, ele se tornou um dos melhores filmes de superheróis de todos os tempos e a minha produção preferida da série BATMAN (sorry, Christopher Nolan). Para minha surpresa, descobri que semana passada o filme completou 20 anos de lançamento.

Para dizer a verdade, não consigo explicar porque queria tanto assistir a BATMAN O RETORNO. Tinha assistido ao primeiro BATMAN em VHS e, apesar de ter gostado (Jack Nicholson realmente impressiona e aquela cena na galeria de arte é um dos meus momentos favoritos do cinema de Tim Burton), está longe de ser um dos meus filmes preferidos.

Por outro lado, tudo sobre BATMAN O RETORNO eu lia avidamente: primeiro sobre o retorno de Michael Keaton, depois a escolha do Pinguin e da Mulher-Gato para vilões (dois vilões!), e finalmente a novela sobre a escolha da atriz para fazer Selina Kyle, cujos nomes dados como quase certos várias vezes eram o de Madonna e Rachel Welch.

Posteriormente, quando as primeiras fotos foram divulgadas fiquei ainda mais impressionado:  o Pinguin era nojento e a Mulher-Gato era diferente de tudo  que já tinha sido feito - afinal de contas, ela usa praticamente um figurino sadomasoquista. Lembro claramente de ter visto pela primeira vez imagens do filme no Video-Show (ainda apresentado pelo Miguel Fallabella!). Duas cenas eram rapidamente mostradas: a briga entre Batman e a Mulher-Gato no telhado e a sequência em que a vilã está na loja de departamentos. O programa exibiu imagens de making of (depois usadas como extra no DVD) de Michelle Pfeiffer treinando e depois tentando - sem CGI! - arrancar a cabeça a de cada um dos manequins com o chicote. 

4 de julho de 2012

iHate HOMOPHOBIA


Homophobia é um projeto coletivo conduzido pelo jovem diretor Gregor Schmidinger, que inclusive já dirigiu outro curta-metragem intitulado The Boy Next Door ultrapassando a marca de mais de 2 milhões de visualizações em seu canal no Youtube. Dessa vez o diretor nos apresenta Homophobia, que conta a história de um adolescente, que serve as Forças Militares da Áustria e experimenta sentimentos homossexuais com um dos seus colegas na sua última noite na fronteira austro-húngara.


iHate ARE YOU DOING WHAT YOU LOVE?

Não é preciso dizer muito sobre este vídeo, apenas que você vai se encontrar no meio da narrativa e que a pergunta final é sempre válida. Sempre, mesmo que você saiba a resposta.

Produzido pela Box1824, vale a visita.

3 de julho de 2012

iHate MY BETTER HALF



Amanda Jane Jones fotografa casais apaixonados e depois faz pequenos desenhos nas imagens, deixando o resultado fofo e romântico.

O projeto se chama “My Better Half” e é daqueles que deixa o dia da gente mais bonito!

iHate TARANTINO WOMENS

- Mia Wallace (Uma Thurman, PULP FICTION): Femme fatale ícone do universo filme B criado pelo diretor, aparentemente existe simplesmente como tipo - nesse caso, "mulher do gângster". Porém, quando a conhecemos melhor, vemos que ela tem opiniões bastante definidas sobre sexo, drogas e ...milkshake. 
- Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent, BASTARDOS INGLÓRIOS): Única sobrevivente do massacre que dizimou sua família durante a campanha nazista na França, busca vingança contra seus inimigos usando uma das armas mais eficientes já criadas: o cinema. 
- A Noiva (Uma Thurman, KILL BILL Vol. 1 & 2): Noiva. Mãe. Assassina. Nascida como ideia de piloto de TV para Mia Wallace, nada a impedirá de completar sua vingança, matando um por um aqueles que impediram sua felicidade. 
- Jackie Brown (Pam Grier, JACKIE BROWN): Aeromoça de meia-idade cansada da vida encontra mala cheia de dinheiro. Mafiosos, cafetões, policiais corruptos e Bridget Fonda vêm de brinde.

30 de junho de 2012

iHate CELESTE AND JESSE FOREVER

 

A trama é sobre um jovem casal que tenta manter a amizade e namorar outras pessoas após um recente divórcio. Será isso possível?
Mais um indie movie para minha coleção.

15 de junho de 2012

iHate TOP 10 MADONNA TOURS

Depois da lista de melhores álbuns, chegou a vez de fazer um ranking das turnês. Nada mais propício, já que a mais recente empreitada pelos palcos mundiais da cantora, a MDNA Tour, começou semana passada em Israel. Esse Top 10 na verdade tem "10" só no nome, porque Madonna teve até agora oito turnês completas na carreira. Vamos à lista, em ordem decrescente de preferência:

8- The Virgin Tour (1985) 



A primeira turnê de Madonna e, por isso mesmo, a mais simples. Auge do período "boy toy", temos apenas Madonna e a banda. Nem por isso a cantora deixa de inserir uma certa esfera teatral em cada canção, o que posteriormente viria a revolucionar todas as turnês de cantores pop. Os destaques vão para a energética abertura com "Dress you up" e o delicioso mashup de "Like a Virgin" com "Billie Jean", de Michael Jackson.

7- Who's That Girl World Tour (1987)
 

A abertura emulando o clipe de "Open Your Heart" já indicava: nascia uma nova Madonna, muito mais atlética, sensual e provocadora. Além disso, seu show passava a ser não apenas a apresentação ao vivo de músicas mas uma performance completa de uma artista não apenas preocupada com canções mas também nas representações visuais que elas poderiam ter. Uma das minhas apresentações favoritas da cantora é a de "White Heat", música que ela nunca mais cantou ao vivo e que, anos antes de DICK TRACY e da profusão de armas da MDNA Tour, já dava sinais de que Madonna tinha particular interesse no universo do crime como temática. 

6- The Re-Invention Tour (2004)
 

29 de maio de 2012

iHate THE GREAT GATSBY


Um dos filmes que mais quero ver esse ano, O GRANDE GATSBY de Baz Luhrmann, ganhou um trailer tão espetacular que calou a boca de todo mundo que tinha dúvidas que o diretor de MOULIN ROUGE pudesse ser capaz de captar o clima do romance clássico de Fitzgerald (e um dos meus livros preferidos).

Obviamente que jogo é jogo e treino é treino, mas o trailer já dá um boa indicação da maneira que Luhrmann vai conciliar seu estilo particularíssimo à narrativa poética do romance. Só as cenas das festas já tiram o mofo da adaptação feita nos anos 70, que tinha um tom tão referencial que Robert Redford andava pela mansão de Gatsby como se fosse Hamlet na Dinamarca. Os roaring twenties de Luhrmann realmente passam a sensação de prosperidade infinita tão bem descrita por Fitzgerald.

Além disso, as poucas imagens mostradas já denotam que O GRANDE GATSBY teve o melhor trabalho de casting do cinema recente: realmente é difícil pensar em outros atores contemporâneos para interpretar aqueles personagens. Carey Mulligan, por exemplo, nasceu para fazer Daisy (e até na voz ela acertou, diferentemente de Mia Farrow). Só é pena ter mostrado quase nada de Isla Fisher como Myrtle. Além disso, é legal ver essa reunião de Luhrmann com DiCaprio tantos anos depois. Sobre o uso de 3D, parece que teremos muitos confete de festas, a luz verde e a famosa "cena das camisas".

Nível de ansiedade MIL para esse filme.

9 de maio de 2012

iHate Google Project Glass: One day…

No projeto tudo funciona, o vídeo abaixo mostra um futuro até possível. Mas, será? Será que usaremos esse tipo de tecnologia o tempo todo?
Parece contribuir pela facilidade e permite deixar as mãos livres… Vamos aguardar isso virar um produto de verdade e aparecer nas ruas.


Mais informações no THE VERGE

iHate GIF PROMETHEUS²

Ridley Scott parece que não está de brincadeira com PROMETHEUS. Já que se trata de uma espécie de prequel de ALIEN, o diretor parece que vai tentar bater a cena da explosão do peito de John Hurt na categoria "imagens que induzem ao vômito". 
Uma dessas cenas nojentas apareceu rapidamente no último trailer do filme, e já ganhou gif. Se você tem estômago forte, vai pro clique abaixo.

19 de abril de 2012

iHate TITANIC 3D IMAX REVIEW


Fim de semana passado fui ao cinema assistir ao relançamento de TITANIC que, depois de 14 anos, retorna aos cinemas no aniversário de 100 da tragédia que matou mais de 1500 pessoas. 
 
TITANIC é o filme que mais vezes vi no cinema: 9 vezes. A primeira vez que assisti foi na sessão inicial de 13:00 no dia que estreou no Brasil, no final de janeiro de 1998. A sessão estava vazia e acho que a melhor palavra para descrever a sensação que eu e todos os espectadores tiveram ao final da sessão é "devastado". Posteriormente, assisti a TITANIC mais 8 vezes (incluindo um dia em que vi o filme 3 vezes seguidas, nos áureos tempos do cinema de rua em que bastava continuar sentado para pegar mais uma sessão).
 
Confesso que , além de adorar TITANIC, o que me fazia voltar às sessões do filme de James Cameron era o prazer de perceber as reações do público. Não importava a diferença de idade, classe social e gênero, as pessoas tinham as mesmas reações nas cenas-chave: todos riam das cusparadas de Rose, todos prendiam a respiração à medida que o navio afundava, todos tinham os olhos cheios d'água com a morte de Jack. Se alguns chamam a isso de manipulação, eu acredito que não existe nada mais significativo no cinema como experiência - uma atividade próxima da comunhão religiosa.
 
Portanto, exatamente na décima vez que ia assistir a TITANIC nos cinemas, tinha que fazer em grande estilo: fui assistir na sala IMAX 3D que tem aqui no Rio de Janeiro. E tenho que dizer que, mesmo o preço sendo pra lá de salgado, valeu cada centavo. Primeiramente porque o filme não envelheceu em nada, e em segundo lugar porque assistir àquelas cenas grandiosas em uma tela idem, vale qualquer preço.
 
James Cameron é mesmo o Cecil B. De Mille do nosso tempo: na narrativa não inova muito, mesmo trabalhando os clichês como ninguém; e no apuro técnico, é imbatível. Depois de ter mudado o cinema (como arte e indústria) em AVATAR, Cameron faz uma bastante competente conversão de TITANIC para 3D. Primeiramente porque prefere o estilo de exibição em que a imagem ganha profundidade, ao invés de ficar fazendo as coisas pularem da tela o tempo todo. Assim sendo, todas as cenas em que o navio é mostrado do alto com o mar embaixo, a sensação que dá é que realmente existe um oceano por detrás da tela. Na cena em que Jack e Rose se encontram pela primeira vez, quando ela tenta pular do navio, cheguei a ficar com vertigem. 
 
 
Assistir ao filme pela primeira vez depois de muito tempo (tirando umas muitas vezes que vi em fita VHS) também me fez perceber certas coisas que não havia notado ou dado a devida importância. Por exemplo, a qualidade do elenco, em especial o coadjuvante. É que o filme pertence a Leonardo DiCaprio e Kate Winslet - ele no auge da beleza e extremamente carismático, ela ingênua na sua rebeldia feminista típica das protagonistas de Cameron. Contudo, alguns atores em poucas aparições tem cenas que são verdadeiras jóias. Frances Fisher como a mãe de Rose, por exemplo, parece saída de uma romance de Edith Wharton. Na cena em que aperta o corpete da filha e diz que a família perdeu tudo ("você quer que eu vire uma costureira?"), consegue dar uma dimensão maior a uma personagem que poderia uma mera vilã de folhetim (o que acontece com Billy Zane, aliás). Bernard Hill e Victor Garber, como o capitão e engenheiro do navio, respectivamente, também tem poucas mas marcantes cenas. Ver o orgulho dos dois se tornar uma espécie de loucura é de quebrar o coração. Além disso, uma das minhas cenas favoritas envolve Bruce Ismay (Jonathan Hyde), o idealizador do Titanic, quando ele covardemente pula para dentro de um bote salva-vidas: filmado em contraplano, o barco começa a descer ao mesmo tempo em que ele fecha os olhos e a música toca, num dos mais fortes exemplos de humilhação que vi no cinema. 
 
Outra coisa que me chamou a atenção dessa vez é como, de certa forma, James Cameron preenche o filme de um certo tom fúnebre desde o início, como se a morte (e não o amor adolescente de Jack e Rose) fosse o assunto principal do filme. Afinal de contas, não podemos nos esquecer que o casal apaixonado se encontra pela primeira vez quando Rose está tentando o suicídio. Além disso, ao final da cena romântica central do filme ("Jack, I'm flying"), acontece a transição para o Titanic destruído e submerso, imagem mais do que fúnebre. E mesmo a cena final do filme, visto por muitos como um final feliz forçado entre Jack e Rose, pode ser interpretado como a morte da protagonista e seu encontro com Jack (e outros tripulantes) no mundo dos mortos.
 
 
Para terminar, antes de ir embora, eu olhei pra tela com os olhos marejados e pensei: "Catorze anos se passaram e esse filme continua emocionante. É um clássico.". THE END.

3 de abril de 2012

iHate SOUNDDAY

Meio pop, meio reaggae (o timbre da voz) assim é o som da Selah Sue, cantora belga de 22 aninhos e que acabou de ganhar o European Border Breakers Award. A track Raggamuffin já bomba por aí:


Rufus Wainwright está de volta! Ao lado do mega-produtor Mark Ronson, o cantor lança esse mês o seu novo disco, Out of the Game.


O clipe do primeiro single, de mesmo nome, foi revelado hoje tendo a adorável Helena Bonham Carter como uma bibliotecária solitária, porém sexy. A interação entre ela Rufus (in drag) no clipe é engraçada e bizarra ao mesmo tempo. As piadas com os livros mostrados no clipe são também ótimas. Todo artista deveria ter menos um clipe com Helena Bonham Carter, não é mesmo?

iHate FLOATING CINEMA


O arquiteto Ole Scheeren montou, em parceria com a Film on The Rocks Yao Noi Foundation, um cinema flutuante em plena ilha na Tailândia! Tudo isso foi armado para exibição de filmes do festival que durou 4 dias, dentro do resort Six Senses. Mais de 100 workshops aconteceram, com Tom Sachs no comando.