11 de janeiro de 2013

iHate Comentários sobre o OSCAR





Saíram os indicados ao Oscar 2013, minha gente! Vamos aos meus comentários:

- A única certeza sobre a lista dos indicados é que ela seria... imprevisível! Com a Academia tendo iniciado o processo de votação antes do anúncio dos vencedores do Globo de Ouro e dos prêmios dos sindicatos (especialmente o DGA), ficou difícil fazer previsões certeiras. Além disso, o processo de votação online deve ter confundido vários dos velhinhos votantes.
- 9 indicados a melhor filme. Continuo não gostando dessa coisa de mais de 5 filmes, mas pelo menos esse ano não tem nenhuma bomba como ano passado, quando TÃO FORTE, TÃO PERTO entrou pra forçar um décimo filme. 


9 de janeiro de 2013

iHate TOP 10: Filmes mais aguardados de 2013

2013 parece que será um ano promissor: grandes diretores com novos lançamentos, mega-estrelas se aventurando em papéis desafiadores e muita, muita ficção-científica.

Além disso, fui trollado ano passado pois nada menos do que quatro dos filmes que coloquei na minha lista de filmes mais aguardados de 2012 tiveram seu lançamento adiado para esse ano: O GRANDE GATSBY, THE GRANDMASTERS, WORLD WAR Z e GRAVITY. Como eles já apareceram por aqui, não vou repetí-los nessa lista pra 2013.

Portanto, vamos começar a minha lista dos filmes mais aguardados de 2013 com...

10- TWELVE YEARS A SLAVE

 
Steve McQueen já se tornou o meu diretor favorito da novíssima geração: afinal de contas, alguém que faz SHAME e HUNGER não tem menos que um talento absurdo. Além do mais, o cara ainda tem bom gosto, pois estabeleceu uma parceria artística perfeita com Michael Fassbender. Em TWELVE YEARS A SLAVE, McQueen conta a história de um homem negro (Chiwetel Ejiofor, que vem merecendo virar estrela não é de hoje) que, no século XIX, é sequestrado e forçado a se tornar escravo, especialmente pelas mãos de um latifundiário mau-caráter (Fassbender). O elenco arrasador ainda inclui Benedict Cumberbatch (que está com tudo em 2013) Paul Dano, Paul Giamatti, Michael Kenneth Williams (o eterno Omar de "The Wire") Brad Pitt (também produtor do filme, em pequeno papel) e a dupla de INDOMÁVEL SONHADORA, Quvenzhané Wallis e Dwight Henry. Tenho curiosidade para ver como McQueen, que tem como característica mostrar a dor e sofrimento de forma distanciada como um objeto de arte, vai tratar de temas tão espinhosos como racismo e escravidão.

6 de janeiro de 2013

iHate O ANO DA FICÇÃO CIENTÍFICA EM HOLLYWOOD


2013 tem tudo para ser um ano memorável para os amantes de filmes de ficção científica como eu. Existe um número considerável de produções bastante interessantes (e pasmem, com roteiro original!) que vão ganhar as telas ano que vem que parecem apresentar o que o gênero tem de melhor: efeitos especiais espetaculares, ótimas histórias e ideias instigantes.

Mas como estamos falando de Hollywood, não podemos escapar dos filmes de super-heróis, que nem são vistos mais como ficção científica e podem ser considerados como um gênero em si. O ano estará repleto de filmes desse tipo, mas dois me despertam especial interesse: o novo HOMEM DE FERRO, dirigido pelo sempre criativo Shane Black, que parece que terá um tom mais dark para redimir o personagem do péssimo segundo filme; e MAN OF STEEL, com Zack Snyder (muito muito medo) agora tomando as rédeas da história do Superman.



5 de janeiro de 2013

iHate OSCAR 2013... E OS INDICADOS??

Feliz 2013, minha gente! É agora que a temporada de prêmios esquenta: os indicados ao Oscar saem no dia 10, e uma coisa que estou achando bem bacana é que esse ano não existe um franco favorito em nenhuma categoria como aconteceu nos últimos anos. Vamos ver como anda a situação:

MELHOR FILME:


Eu achei esse critério, implementado ano passado, de termos um número surpresa entre 5 e 10 indicados uma baboseira. Nesse caso, ainda prefiro aquele número fechado de 5 filmes. De qualquer forma, esse ano acho que já podemos definir os indicados certos:

- OS MISERÁVEIS
- LINCOLN
- A HORA MAIS ESCURA
- ARGO
- O LADO BOM DA VIDA

Se ainda estivéssemos no critério antigo, acredito que esses cinco seriam os indicados. Contudo, os que correm por fora para completarem as outras vagas que podem estar disponíveis são:

- AS AVENTURAS DE PI
- MOONRISE KINGDOM
- DJANGO LIVRE
- AMOR
- INDOMÁVEL SONHADORA
- O MESTRE
O IMPOSSÍVEL e O VOO podem ainda aparecer por um milagre. 

Minha aposta: acho que os com maior chance de aparecerem são AS AVENTURAS DE PI e O MESTRE.

MELHOR DIRETOR:


Nessa categoria, já temos três nomes praticamente certos:

- Kathryn Bigelow, A HORA MAIS ESCURA
- Steven Spielberg, LINCOLN
- Ben Affleck, ARGO

Para as outras duas vagas, vai ser uma briga de foice, e nesse caso nem sei se o DGA (prêmio do sindicato dos diretores) vai ajudar muito porque a data de entrega vai ser depois que os membros da Academia votarem. Os cotados são:

27 de dezembro de 2012

TOP 10 ENTRETENIMENTO E CULTURA 2012

10- "Call me Maybe"


A canadense Carly Rae Jepsen saiu do nada para ter a música-chiclete mais tocada de 2012. Se vai ser uma one hit wonder só o tempo dirá, mas fato é que a música rendeu tro-cen-tas versões no YouTube, teve um vídeo divertido e ainda suscitou discussões sérias sobre a afirmação da identidade gay. Enfim, um fenômeno inescapável. 

9- Livros digitais avançam no Brasil




Em 2012, o Brasil de uma vez por todas entrou na rota da venda de livros digitais. Em outubro a Apple lançou a iBookstore; esse mês, o Google Play começou a vender livros e finalmente foi lançada a Amazon brasileira. Em breve a Amazon vai começar a vender o Kindle, mas seu principal concorrente, o Kobo, já está a venda na Livraria Cultura. Os preços dos livros digitais não estão lá muito competitivos, mas se depender dos rumores do mercado, isso vai mudar logo logo. 

8- Abertura/encerramento Olimpíadas

 

As Olimpíadas de Londres tinham tudo para ser inesquecíveis... e foram. Em termos de cultura pop, realmente os britânicos são insuperáveis. Da abertura com James Bond e Mr. Bean ao encerramento que teve revival das Spice Girls e The Who, foi um espetáculo que só quem tem Beatles, Bowie e Beckham pode fazer. E o encerramento das Para-Olimpíadas também teve momento marcantes, com showzaço de Coldplay. 

13 de dezembro de 2012

iHate POP UP LIGHT

Pop Up Light – Luminária minimalista feita de papel



Pop-Up Light é uma luminária minimalista construído a partir de uma folha de Polipropileno (um tipo de plástico), criada pelo estudio de design francês Well Well Designers. A folha vem cortada, e ao ser virada em um ângulo de 90º transforma-se em uma forma geométrica triangular ou circular. Destinado para enfeitar o canto da sala, a luminária cria uma forma luminosa interagindo com a arquitetura. As peças vão ser vendidas em breve online, mas serve de inspiração pra quem quiser tentar fazer a sua própria luminária. Uma idéia simples e bem criativa.

26 de novembro de 2012

iHate TOP10 - MELHORES MÚSICAS POUCO CONHECIDAS DA MADONNA

Com a proximidade do show, fiquei pensando em quais músicas da Madonna são boas mas pouca gente conhece. E não falo de lados B nem daquelas coisas tipo 'essa música só saiu na versão do Erotica lançada no norte do Japão' - falo de músicas que saíram nos álbuns mesmo, mas por essas razões que a própria razão desconhece não viraram single e nem ganharam clipe.

10- SWIM



O que poderia ser uma canção com um ritmo tradicional vira ouro na mão de William Orbit. No caso do disco Ray of Light, é interessante notar que as músicas mais tradicionalemnte pop que viraram sigle. SWIM tem uma batida eletropop com barulhinhos que a princípio não combinam com a letra de Madonna, que fala de 'carregar os pecados nas costas' e 'alunos estuprando professores'. Mas o tom soturno da melodia dá um sentido dark a tudo.

9- WHERE LIFE BEGINS


No disco Erotica, essa é a música mais 'safadinha' depois da faixa-título. Cheia de duplo sentido, fala de orgasmo e sexo oral, com Madonna murmurando como se estivesse prestes a gozar. A batida é uma delícia.

8- ONE MORE CHANCE


Essa é uma das músicas inéditas da coletânea de baladas Something to Remember. É uma balada acústica, só voz e violão - só esse fato já justifica a presença da canção nessa lista. Mas também vale por ser uma das poucas letras em que Madonna se faz de frágil. Sem contar que eu adoro os versos 'I like to play queen of hearts / But never thought I'd lose'.

7- PUSH


A única música do Confessions on a Dancefloor que não se sustenta no estilo 'disco-diva dos anos 70', PUSH tem uma batida mais urbana, se aproximando do R&B. O refrão também remete a uma batida latina e a letra cita explicitamente Every Breath You Take.

14 de novembro de 2012

9 de outubro de 2012

iHate DEIXE A LUZ ACESA


Mais novo integrante do movimento chamado pelo The Guardian de "New Wave Queer Cinema", DEIXE A LUZ ACESA é um filme semi-autobiográfico de Ira Sachs, ficcionalizando seu relacionamento complicado com o agente literário Bill Clegg (que já contou sua versão da história no livro "Retrato de um Viciado quando Jovem"). No filme, Erik (Thure Lindhardt) e Paul (Zachary Booth) vivem um relacionamento aparentemente sólido e estável, mas o crescente vício de Paul em drogas torna a vida do casal um pesadelo. A estética ultra-realista pertence à mesma escola de NAMORADOS PARA SEMPRE e, especialmente, WEEKEND, embora o resultado não tenha a mesma carga dramática. Apesar do ótimo desempenho do casal protagonista, os diálogos pouco inspirados e repetitivos acabam cansando e reduzindo o peso das decisões dos personagens a um mero "discutir a relação". Um filme que exemplifica a maturidade da temática gay no cinema, mas que de certa forma acaba vítima do seu ultra-realismo. 

1 de outubro de 2012

iHate TOP 10 - Clipes dirigidos por cineastas

Existem trocentos diretores de videoclipes que se tornaram cineastas, mas também existem vários bons exemplos de cineastas que aventuraram no terreno do videoclipe. Abaixo, os meus favoritos:


10- "I Just Don't Know What To Do With Myself" - White Stripes (Dir.: Sofia Coppola)
 

Um simples show de striptease vira coisa fina quando a stripper é Kate Moss e a diretora por trás do poledancing é Sofia Coppola. Aliás, o clipe prenuncia o show das strippers de UM LUGAR QUALQUER.

9- "Bones" - The Killers (Dir.: Tim Burton)
 

Prato cheio para Tim Burton: caveiras, homenagens a filmes da Hammer e humor mórbido. Adoro os esqueletos fazendo homenagem à cena do beijo de A UM PASSO DA ETERNIDADE. Participação de Devon Aoki.

8- "Under the Bridge" - Red Hot Chilli Peppers (Dir.: Gus Van Sant)
 

Dá pra reconhecer claramente o estilo de Van Sant, especialmente no que diz respeito ao ennui adolescente. Los Angeles vira o terreno da morte mas também da redenção. 
 
7- "It's a Sin" - Pet Shop Boys (Dir.: Derek Jarman)
 

A fotografia é puro Jarman, com cada ator personificando um dos sete pecados capitais de forma bastante criativa. Alguns momentos parecem saídos diretamente de CARAVAGGIO.

5 de setembro de 2012

iHate "For those lost, just not forgotten"



For those lost, just not forgotten é um “poema visual” filmado pelo diretor Cole Webley que fala da experiência de se estar perdido emocionalmente. Após um ano trabalhando em comerciais, Webley resolveu fazer um trabalho mais pessoal e mostrou as cenas até então realizadas para o amigo, o também diretor, Chateau Bezerra, que criou o poema narrado no vídeo. Um vídeo tocante que faz a gente pensar sobre a vida e a fragilidade das coisas!

iHate SLAVA MOGUTIN



Slava Mogutin é um artista multimídia russo que mora em NY, conhecido por trabalhar com fotografia, vídeo, texto, instalação, escultura e pintura. Aos 21 anos foi aclamado e condenado pela mídia e sociedade por seus textos ligados a uma literatura homossexual e por sua postura ativista. O artista sempre esteve envolvido em polêmicas, antes de se mudar para os Estados Unidos, ele chocou a sociedade russa, tendo sido acusado de ser um transgressor por não aceitar as normas morais vigentes em seu país, de ser um vândalo malicioso cínico e insolente, além de ter sido acusado de ser um inflamador social por contribuir com a divisão nacional e religiosa, e propagandista de uma violência brutal, patologia psíquica, e perversões sexuais. Forçado a deixar a Rússia, Slava ganhou asilo politico nos Estados Unidos. Assim que chegou em NY, mudou seu foco artístico para a arte visual, se tornando um membro ativo da cena artística urbana. Em seu trabalho fotográfico, podemos perceber sua capacidade para captar corpos e práticas sexuais estranhas, explorando retratos de meninos perdidos, retratando a cultura gay alternativa americana. Seu trabalho pode ser encontrado em grandes publicações como The New York Times, The Village Voice, i-D, Visionaire, L’Uomo Vogue e BUTT. 

iHate HAIM


A primeira vista, o trio formado pelas irmãs Danielle, Alana e Este, pode parecer uma banda com Alanis Morissette triplicada, mas vai muito além dessa analogia. Provenientes da calorosa nova cena indie de Los Angeles, as irmãs que formam o Haim, utilizam de diversos ritmos para formar sua música, como guitarras de funk, chocalhos e vocais fortes e harmoniosos, o que torna difícil definir um único estilo. Fizeram uma excelente estréia com o lançamento do EP “Forever“, o qual disponibilizaram gratuitamente em seu site, pipocaram em pequenos shows e festivais e conseguiram atrair um buzz pela mídia especializada e por centenas de blogs ao redor do mundo. Com estética vintage inspirada nos anos 1990, já são consideradas coqueluches de inspiração para fashionistas. As meninas tem lançamento de álbum previsto para este ano e agora é ficar de olho, porque certamente você ainda vai ouvir falar do Haim.

16 de agosto de 2012

iHate BATMAN


EU GOSTEI:

- Não é qualquer filme-pipoca lançado no verão americano que é capaz de lidar não com um, nem com dois, mas com três dos grandes eventos histórico/econômicos dos EUA nesse início de século: o 11/9, a crise econômica de 2008 e o movimento Occupy. O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE é antes de mais nada um filme político que exerce uma das funções fundamentais dos produtos culturais: representar e questionar os principais temas de nosso tempo.

- Ainda que sem uma atuação icônica como a de Heath Ledger em O CAVALEIRO DAS TREVAS, o terceiro filme da trilogia de Nolan é o que tem o elenco mais homogêneo e espetacular: Christian Bale tem seu melhor trabalho na série, Joseph Gordon-Levitt mostra porque é um dos atores mais versáteis da atualidade, Michael Caine detona em cinco minutos em cena e, mesmo as atrizes (tão subestimadas na filmografia de Nolan) brilham - especialmente Anne Hathaway.

- Poucos diretores conseguem mesclar um roteiro repleto de simbolismo a cenas de ação impressionantes como Christopher Nolan. A carga dramática da queda de Bruce Wayne e o seu martírio na prisão tem a mesma força da inacreditável sequência de abertura ou da cena no estádio de futebol. Além disso, a carga épica da narrativa transforma a própria cidade de Gotham em protagonista, onde o drama dos personagens está intimamente ligado à forma em que aquela sociedade se organiza.

EU NÃO GOSTEI:

- É impressionante como o filme parece ter como principal foco o caráter capitalista-conservador de Batman - afinal de contas, é um vigilante mascarado e bilionário que faz justiça com as próprias mãos, tentando vingar o assassinato dos pais. Portanto, nada mais reacionário do que impedir uma "revolta popular". Só que no caso do filme de Nolan, "revolta popular" é a mesma coisa que anarquia e destruição (que crime hediondo arrancar casacos de pele de senhoras!), já que o líder da "revolução" é um assassino.

- Para uma produção com tantas ideias, é uma pena que tudo se resuma no final ao tic-tac de uma bomba prestes a explodir, como nos mais rasteiros filmes de ação. Além disso, a tal abordagem realista de Nolan para a série foi para o espaço. Que prisão bizarra era aquela? Se Bruce Wayne podia se amarrar na corda, porque não subiu por ela?? E quando ele volta, o jato dele está estacionado no mesmo lugar???

- Os motivos dos personagens nunca são suficientemente claros para justificar suas ações, o que ressalta apenas o que há de mais formulaico no roteiro. Se Selina Kyle é uma das mais espertas ladras de Gotham (ela invade o cofre de Bruce Wayne!), porque ela se preocupa em conseguir uma máquina (alerta de MacGuffin!) para apagar seus registros? Se Talia Al Ghul odiava seu pai por tê-la separado de Bane, por que ela ainda quer levar a cabo o plano dele de destruir Gotham? E se o motivo da destruição de Gotham era a corrupção em que a cidade se encontrava, por que fazer isso quando o crime tinha sido erradicado pela lei Harvey Dent? São perguntas que o problemático roteiro, entre uma cena de explosão e outra, nem ousa tocar.

E vocês, o que acham de O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE?

iHate MADONNA TOP 10 VIDEOS

Para comemorar o aniversário da Rainha do Pop esse mês, aqui vai minha lista dos 10 melhores clipes da carreira dela.
10- Bad Girl (Dir.: David Fincher)
 
 
David Fincher foi o diretor que melhor captou o status de megastar de Madonna e usou isso como força criativa na realização de videoclipes. No caso, de "Bad Girl", temos uma historinha que muito bem poderia ter se tornado depois um longa-metragem bem ao estilo do cineasta de SEVEN. É um dos poucos clipes (único?) em que Madonna, mesmo que vivendo uma personagem, se dá mal devido à sua posição de poder (sexual, social e econômico). Se bem que terminar o clipe ao lado de Christopher Walken, no papel de Anjo da Morte, não é nada mal...
9- Express Yourself (Dir.: David Fincher)



O clipe de Express Yourself (considerado pela Slant o melhor de todos os tempos), traz Fincher no seu ápice criativo. Um dos clipes mais caros do seu tempo (1 milhão de dólares em 1990), Express Yourself é uma versão pós-feminista do METROPOLIS de Fritz Lang. Do alto da torre mais alta da cidade, rodeada de arranha-céus e pistões que são verdadeiros símbolos fálicos, Madonna canta sobre auto-afirmação da mulher enquanto vive aprisionada por um magnata e observa operários saradões trabalharem lá embaixo. Os movimentos de câmera, sempre de cima para baixo, são um toque de mestre. O clipe brinca com as fronteiras dos gêneros e do sexo como instrumento do poder, um dos temas mais caro da videografia de Madonna. 
 
8- Justify My Love (Dir.: Jean-Baptiste Mondino)


O magnum opus sadomasô de Madonna. Pegando emprestado elementos do cinema francês dos anos 60 e especialmente do filme The Night Porter, o diretor Jean-Baptiste Mondino coloca Madonna no meio de um delírio onde o sexo é menos prazer e mais poder. Figuras andróginas, elementos religiosos  e muito couro preto são cortesia da casa, assim como o modelo Tony Ward. Permanece como um dos clipes mais emblemáticos de Madonna, não só por ser banido na MTV mas também por ser o 'video single' mais vendido da história.