6 de junho de 2013

iHate SCORSESE WOMENS



- Alice Hyatt (Ellen Burstyn, ALICE NÃO MORA MAIS AQUI): Diz a lenda que Scorsese fez esse filme porque havia um boato que de que ele não sabia dirigir atrizes. Provando o contrário, ele ajudou Burstyn a ganhar o Oscar no papel de uma mulher batalhadora que não deve nada a Jake LaMotta. Adoro as cenas iniciais fazendo homenagem a O MÁGICO DE OZ.

- Karen Hill (Lorraine Bracco, OS BONS COMPANHEIROS): Não tem uma pessoa que não brilhe nesse filme, mas apesar de toda a ênfase no elenco masculino, pra mim é Lorraine Bracco que tem as melhores cenas. A reação dela ao mundo de luxo e influência na clássica cena da entrada do restaurante ilustra bem a ambição e a inocência de Karen; a famosa cena da arma apontando para Ray Liotta (e para a câmera) é seu ponto alto. Mas o momento no final, em que ela sente algo sinistro na proposta de DeNiro, talvez seja a minha cena preferida de todo o filme.

- Ellen Ollenska (Michelle Pfeiffer, A ÉPOCA DA INOCÊNCIA): No meu Scorsese favorito, Michelle Pfeiffer tem provavelmente a melhor atuação de sua carreira vivendo a heroína-vítima de Edith Wharton. Sua paixão reprimida por Newland Archer (Daniel Day-Lewis) arde mais do que todas as lareiras lindamente fotografadas por Michael Bauhaus. Mas a cena da entrada dela no banquete é das coisas mais lindas da histórias do cinema.

- Ginger McKenna (Sharon Stone, CASSINO): No ápice de sua carreira e única atuação que lhe rendeu prêmios, Sharon Stone retrata de forma visceral a ascensão e queda de uma prostituta de luxo que acaba se tornada vítima de sua própria ambição. A cena em que ela é expulsa de casa e pega todas as jóias é uma das mais tristes e fortes que já vi.

31 de maio de 2013

iHate Top 10: Melhores filmes da década (até agora)

No auge da euforia, o Nathaniel Rogers do Film Experience (melhor blog de cinema que eu leio) resolveu fazer uma lista dos melhores filmes da década até agora depois de assistir ao ANTES DA MEIA-NOITE do Richard Linklater. Eu ainda não tive essa sorte mas, inspirado pelo ranking dele, resolvi fazer a minha lista também. Claro que se fizer essa lista amanhã, os filmes e a ordem poderia ser outras...


10- O MESTRE (Paul Thomas Anderson)

9- A HORA MAIS ESCURA (Kathryn Bigelow)

8- MAIS UM ANO (Mike Leigh)


7- WEEKEND (Andrew Haigh)

6- LIBERAL ARTS (Josh Radnor)

5- A PELE QUE HABITO (Pedro Almodóvar)


4- CISNE NEGRO (Darren Aronofsky)

3- A REDE SOCIAL (David Fincher)

2- A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Martin Scorsese)


1- TOY STORY 3 (Lee Unkrich)

Poderiam entrar ainda no ranking SEPARAÇÃO, DRIVE, HOLY MOTORS e AMOR PROFUNDO.

E vocês? Já tem seus favoritos da década?

29 de abril de 2013

iHate MEGAFORCE



Uma das principais forças criativas em ascensão hoje no mundo do videoclipe, a trupe do Megaforceconsiste de quatro diretores/diretores de arte/designer gráficos (Charles Brisgand, Clément Gallet, Léo Berne e Raphaël Rodriguez) que aos poucos vem construindo uma das mais sólidas videografias do século XXI. Com pouco mais que dez clipes, o Megaforce já é um dos nomes mais requisitados para a direção de vídeos musicais, seja de bandas indie ou de mega-stars.

No clique abaixo, os clipes que mais gosto do Megaforce.

23 de abril de 2013

iHate TOP 10 - Filmes mais aguardados de 2013


5- AUGUST: OSAGE COUNTY



Saca esse elenco: Meryl Streep, Julia Roberts, Ewan McGregor, Sam Shepard, Benedict Cumberbatch, Chris Cooper, Juliette Lewis, Dermot Mulroney, Abigail Breslin. Podia ser qualquer filme que já ia estar na fila, mas se trata da adaptação de uma das mais aclamadas peças do teatro contemporâneo americano, vencedora do Pulitzer e do Tony. 

A história se passa quando o marido de uma matriarca sulista viciada em comprimidos (Streep) desaparece e suas filhas, acompanhadas de seus respectivos esposos/namorados aparecem para ajudar na busca. A lavação de roupa-suja familiar começa e salve-se quem puder. Dizem que o estilo é super Tennessee Williams, o que já me deixa salivando. O filme já teve as primeiras exibições-teste e, obviamente, todos dizem que Meryl Streep já é favoritíssima ao Oscar (qual ano não é?) O tipo de filme que não vi e já gostei.

9 de abril de 2013

iHate TOP 10 - Filmes mais aguardados de 2013


7- ONLY GOD FORGIVES




Depois do espetacular DRIVE, Nicolas Winding Refn retoma a parceria com Ryan Gosling para um filme que parece ser ainda mais barra-pesada: tem gângsters, drogas, boxe tailandês e muita porradaria. Além disso, podemos conferir o estilo característico de Refn - com luzes de neon e um certo artificialismo - e Kristin Scott Thomas, que eleva o patamar de tudo o que participa.

iHate DELÍRIO


tanta gente sonha em PÁ ter uma oportunidade para se refazer, quando tudo o que eu queria era uma trajetória linear. não vista de fora, mas vista de dentro. não vista do futuro, do longo termo, mas do presente, do curto prazo. porque eu estou vivendo agora, né? talvez linear nem seja a melhor palavra. ininterrupta. aí sim. ininterrupta. porque por mais encantadores que sejam os pontos de respiro que a vida nos oferece pra gente recomeçar, eu não acho muito fácil viver de ponto e vírgula. talvez depois eu aprecie. agora não!!

8 de abril de 2013

iHate Louco por Mads



Volta e meia surge um ator que, fora do circuitão hollywoodiano, alia um talento absurdo a ótimas escolhas de carreira para se tornar um nome quente no cinema e entrar na minha lista de favoritos. Foi assim com Tony Leung e Joseph Gordon-Levitt, por exemplo. O caso mais recente, contudo, é o de Mads Mikkelsen.

Nascido na Dinamarca, Mikkelsen já tinha chamado atenção em ótimos filmes dos também nórdicos Nicolas Winding Refn e Susanne Bier. Em Hollywood, teve a honra de fazer o primeiro vilão da série 007 com Daniel Craig - e quem viu a cena da tortura de James Bond em CASSINO ROYALE sabe do que o cara é capaz. No fraco FÚRIA DE TITÃS, em meio a um elenco no automático, Mikkelsen parecia estar em um filme muito melhor devido à qualidade de sua atuação. 

Recentemente, assisti a duas excelentes obras em que Mads Mikkelsen mostra não só sua versatilidade mas também o ótimo faro para a escolha de papéis. A primeira é A CAÇA, excelente drama opressivo de Thomas Vinterberg, e O AMANTE DA RAINHA, filme histórico que foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro esse ano.


A CAÇA conta a história de um professor de uma creche (Mikkelsen) que cai numa espiral de desgraça quando uma criança afirma ter visto o "pipi" dele - está evidente o abuso sexual. A partir de uma sutil porém notável reflexão sobre uma fé nórdica na honestidade dos indivíduos (especialmente crianças), A CAÇA denota como a culpa de algo tão horrível só pode ser genuína. Afinal de contas, quem mentiria ou inventaria um dos crimes hediondos que pode existir? Vinterberg usa de metáforas interessantes para ilustrar a situação terrível em que se encontra o professor, da inabilidade de se pisar em rachaduras (uma espécie de TOC que a menininha acusadora tem) até a tradicional cultura de caça presente na Dinamarca. Mikkelsen representa de forma pungente a exclusão social (por vezes através da violência) a que o professor é submetido e a dor de ser visto como vilão por um uma comunidade mais vilanesca do que ele. 


19 de fevereiro de 2013

iHate Ranking Filmes Indicados - OSCAR


Mesmo quando o número de indicados à categoria de "melhor filme" no Oscar se reduzia a cinco, sempre entrava uma bomba - sempre havia um SEABISCUIT na lista, ou até mesmo o filme pior filme acabava ganhando (CRASH).
Por isso mesmo, fico feliz que nesse ano em que há 9 indicados ao prêmio não temos nenhum filme que pode ser considerado horrível - até os mais fracos tem algum elemento interessante.

Abaixo, o meu ranking dos filmes indicados:

9- INDOMÁVEL SONHADORA


Mistura de realismo mágico e naturalismo sulista, esse filme se destaca pela atuação mais do que expressiva da garotinha Quvenzhane Wallis. Até reconheço algumas qualidades do filme, mas INDOMÁVEL SONHADORA fica como último na minha lista porque simplesmente detesto essas histórias naturalistas, e acho toda aquela ambientação do Katrina pouco convincente.

8- OS MISERÁVEIS



Les Miserables

Dizer que há exageros em um musical parece óbvio, mas Tom Hooper levou às últimas consequências a idéia de que o ator desse gênero de filmes tem que ter gogó: a estratégia de fazer o elenco cantar ao vivo funcionou bem (Eddie Redmayne e Samantha Barks que o digam). Contudo, aquele monte de close-ups e uma falta de ritmo na segunda metade torna todo aquele espetáculo muito cansativo.

7- O LADO BOM DA VIDA




Um casal de protagonistas bastante carismático (embora eu ache que sejam muito bonitos pros papéis) e um elenco coadjuvante de peso dão charme a essa comédia romântica que disfarça seu roteiro tradicional com maus clínicos do mundo moderno. Bastante encantador - só o final em que tudo se resume a um concurso (ô povo competitivo esse americano!) que achei meio bobo.

6- LINCOLN




No filme menos spielbergiano de Spielberg, a estrela é a construção de diálogos de Tony Kushner. A primeira metade é irregular, mas depois LINCOLN tem cenas isoladas que são pequenas obras-primas, cortesia não só da inteligência com que Kushner traça um perfil humano do protagonista mas também da fotografia sublime de Janusz Kaminski.

17 de fevereiro de 2013

iHate TOP 10 - Filmes mais aguardados de 2013

8- THE COUNSELOR



Depois de muita gente ter torcido o nariz para PROMETHEUS, Ridley Scott retorna ao terreno dos thrillers cerebrais com uma produção de peso. O roteiro original é de Cormac McCarthy, um dos maiores romancistas americanos vivos, escritor de A ESTRADA e ONDE OS FRACOS NÃO TEM VEZ. A história, cujos detalhes não foram amplamente divulgados, é sobre um advogado que se envolve com tráfico de drogas. Agora saca o elenco: Brad Pitt, Michael Fassbender, Javier Bardem, Penelope Cruz e Cameron Diaz. Scott quando se envereda por esses temas mais contemporâneos às vezes detona (THELMA & LOUISE), mas recentemente vem decepcionando (REDE DE MENTIRAS). Elencaço + grande diretor + roteiro de um mestre = não pode ser ruim, né?

16 de fevereiro de 2013

iHate ALMODÓVAR WOMENS


- Manuela (Cecilia Roth, TUDO SOBRE MINHA MÃE): Talvez a mais melodramática protagonista de Almodóvar, Manuela encarna as dores e prazeres de todas as grandes mães do cinema com referências inspiradas a outro grande amante da figura feminina - Tennessee Williams. Cecilia Roth em atuação visceral.

- Raimunda (Penelope Cruz, VOLVER): Em uma homenagem a Anna Magnani (tanto na caracterização quanto no estilo de atuação), Almodóvar transforma Penelope Cruz em um símbolo da tradição de figuras femininas fortes que povoam o imaginário do interior da Espanha, em meio a maridos que vão para o mundo dos mortos e e mulheres que retornam dele.

- Vera (Elena Anaya, A PELE QUE HABITO): Almodovar leva sua discussão sobre a identidade feminina ao limite, onde o próprio corpo da mulher se torna punição e prisão. 

- Pepa (Carmen Maura, MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS): Em uma comédia tão histérica quanto melancólica, Pepa se torna o centro do turbilhão de emoções que envolve toda as mulheres da trama. Uma mulher abandonada - ainda mais sendo dubladora de melodramas cafonas - jamais vai se resignar em perder o amor de sua vida.

4 de fevereiro de 2013

iHate "It's Too Late" COVERS

Da chuva de hits que saíram da obra-prima que é o álbum Tapestry, de Carole King, talvez a mais conhecida canção seja "It's Too Late". Uma das mais sinceras letras sobre fim de relacionamento já escritas, a música ganhou alguns covers interessantes.


Talvez o cover mais famoso de "It's Too Late" seja o feito por Gloria Estefan em 1994 no ótimo disco Hold Me, Thrill Me, Kiss Me. Lembro que ouvi muito na minha adolescência, porque teve alta rotação nas rádios. A voz de Gloria Estefan combina perfeitamente com a melodia, e adoro a guitarra antes dos últimos versos.


Uma versão mais recente da música foi feita pelo cantor James Morrison, em 2006. Adoro o ritmo mais suingado, mas acho que isso acaba tirando um pouco da força da letra. E confesso que acho essa coisa meio "Jason Mraz de ser" me incomoda. Mas no geral é uma versão digna. 


Conhecem mais alguma versão boa de "It's Too Late"?

23 de janeiro de 2013

iHate TOP 10 - Filmes mais aguardados de 2013

9- FAROESTE CABOCLO

BRASILIA, DF, BRASIL, 20-05-2011: Isis Valverde (maria Lúcia) e Fabricio Oliveira (João de santo Cristo) - Locações do filme FAROESTE CABOCLO, dirigido por René Sampaio e inspirado na música homônima de Renato Russo, contará a história de João de Santo Cristo, desde o nascimento numa fazenda no interior da Bahia, à sua morte, num duelo com Jeremias em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília. O final das filmagens foi feito no Jardim ABC, na Cidade Ocidental (GO). (Foto: Sergio Lima/Folhapress FOLHATEEN)

Depois de sofrer uma série de atrasos por falta de verba, parece que finalmente sai esse ano o filme FAROESTE CABOCLO, baseada na canção do Legião Urbana. A música já é um roteiro em si, e estou muito curioso para ver a mistura de gêneros: filme policial? thriller? crítica social? história de amor? A canção de Renato Russo tem tudo isso e muito mais. Aliás, coincidência que o filme será lançado no mesmo ano que SOMOS TÃO JOVENS, cinebio que terá Thiago Mendonça no papel do cantor/compositor. Em FAROESTE CABOCLO, o papel de Maria Lúcia será vivido por Ísis Valverde, que está no auge da popularidade. Marcos Paulo, em seu último papel, faz o pai da mocinha. Torço muito pra que dê certo.

22 de janeiro de 2013

iHate HERMÈS x ZIM&ZOU

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Os franceses do Zim&Zou fazem um trabalho manual magnífico e tem ganhado notoriedade mundo afora, prova disso é a parceria com a grande maisón Hermès numa instalação genial na vitrine de sua luxuosa loja no aeroporto internacional de Hong Kong, fazendo um convite à vida selvagem. A janela de instalação cria um contraste intrigante entre a selva, um mundo que é dominado por animais selvagens, e um de grande requinte, o mundo da Hermès. Utilizam na produção, materiais de coleções antigas da marca francesa num minucioso trabalho manual que dá vida a recortes de bolsas, sapatos e cintos. Sensacional!

15 de janeiro de 2013

iHate LINCOLN, DJANGO LIVRE e A HORA MAIS ESCURA


Três dos filmes mais cotados pro Oscar 2013 partilham do mesmo tema: a busca por justiça. É interessante notar, porém, que cada um deles trata desse assunto já naturalmente complicado de forma diferente e, à sua maneira, provocadora.


O mais convencional deles é LINCOLN, que vem com o combo completo de produção de pedigree: drama histórico, Spielberg, Daniel Day-Lewis, lendária figura histórica americana e 12 indicações ao Oscar. Com uma vida altamente cinematográfica em mãos, Spielberg decidiu sabiamente concentrar-se em um período da vida de Abraham Lincoln: o ano final da Guerra Civil nos EUA e a votação pela abolição da escravatura. Conciliar os diferentes gêneros que LINCOLN se propõe não é tarefa fácil, pois é ao mesmo tempo uma biografia, um filme de tribunal/votação, um retrato de uma época e, também, um filme sobre justiça. Não só a justiça com o legado de Lincoln (já que hoje estamos felizmente na posição confortável de saber o quão certo ele estava ao lutar pelo fim da escravidão), mas também justiça com a população negra que viveu pelo menos dois séculos em uma América escravocrata. Por isso mesmo, é curioso que LINCOLN dê tão pouca atenção a personagens negros, como se a grande questão da liberdade discutida pelo filme fosse mera abstração. Isso acaba por tornar a história um tanto distante, lembrando às vezes os piores momentos de AMISTAD.

Porém, o que salva LINCOLN do didatismo simplório são os excelentes diálogos de Tony Kushner, trabalhando novamente com Spielberg depois de MUNIQUE. Na verdade, LINCOLN se sustenta quase que totalmente por seus diálogos, onde conversas íntimas (iluminadas pela luz mítica de Janusz Kaminski) se tornam discussões filosóficas sobre o direito à vida, à igualidade e, claro, a justiça. Os melhores momentos do filme não se dão nos acalorados debates no Congresso americano, mas nos momentos meditativos em que Lincoln (Daniel Day-Lewis, em inteligentemente discreta atuação) conversa com gente comum, ou conta suas lendárias anedotas.

No clique abaixo, DJANGO LIVRE e A HORA MAIS ESCURA

14 de janeiro de 2013

iHate Apoio ao casamento homoafetivo é o enredo do curta SAME LOVE

same_love

A música não é apenas uma forma de expor sentimentos de forma crua, mas também um caminho para mostrar os problemas sociais e políticos de uma sociedade. Letras contendo fatos históricos, guerras, desigualdade social e censura já foram escritas por grandes nomes como Erykah Badu, U2, Green Day, Ice Cube e Chico Buarque, que viveram de perto a opressão e o descuido social, mas ao invés de se abalaram, lutaram com sua maior arma, sua voz.

Um grande exemplo disso é o rap, visto com preconceito na década de 70, suas letras exaltavam temas como sexo e drogas do mesmo modo em que falava sobre a violência nas favelas e a dificuldade de interação com os “brancos”. Se os problemas mudam, a música como organização também é afetada e é nessa quebra de modelo que o duo Macklemore and Ryan Lewis chamam a atenção. Lançado em outubro, o single Same Love faz o hip-hop abraçar causas como o homossexualismo e o casamento homoafetivo. A letra narra a história de um homossexual desde a sua infância e ainda parodia o fato do hip-hop deixar de lado essa parcela da população que assim como eles, não são vistos com bons olhos.

O single potencialmente forte merecia um video a sua altura e por isso foi convocado ao time o trio Ryan Lewis, Jon Jon Augustavo e Tricia Davis, que em pouco mais de sete minutos conta a batalha diária de apenas mais um cara na multidão. Vale lembrar que entre rimas e versos temos uma surpresa muito agradável, a iniciante Mary Lambert, que chega com a premissa de despontar nos próximos meses.