9 de outubro de 2012

iHate DEIXE A LUZ ACESA


Mais novo integrante do movimento chamado pelo The Guardian de "New Wave Queer Cinema"DEIXE A LUZ ACESA é um filme semi-autobiográfico de Ira Sachs, ficcionalizando seu relacionamento complicado com o agente literário Bill Clegg (que já contou sua versão da história no livro "Retrato de um Viciado quando Jovem"). No filme, Erik (Thure Lindhardt) e Paul (Zachary Booth) vivem um relacionamento aparentemente sólido e estável, mas o crescente vício de Paul em drogas torna a vida do casal um pesadelo. A estética ultra-realista pertence à mesma escola de NAMORADOS PARA SEMPRE e, especialmente, WEEKEND, embora o resultado não tenha a mesma carga dramática. Apesar do ótimo desempenho do casal protagonista, os diálogos pouco inspirados e repetitivos acabam cansando e reduzindo o peso das decisões dos personagens a um mero "discutir a relação". Um filme que exemplifica a maturidade da temática gay no cinema, mas que de certa forma acaba vítima do seu ultra-realismo. 

1 de outubro de 2012

iHate TOP 10 - Clipes dirigidos por cineastas

Existem trocentos diretores de videoclipes que se tornaram cineastas, mas também existem vários bons exemplos de cineastas que aventuraram no terreno do videoclipe. Abaixo, os meus favoritos:


10- "I Just Don't Know What To Do With Myself" - White Stripes (Dir.: Sofia Coppola)
 

Um simples show de striptease vira coisa fina quando a stripper é Kate Moss e a diretora por trás do poledancing é Sofia Coppola. Aliás, o clipe prenuncia o show das strippers de UM LUGAR QUALQUER.

9- "Bones" - The Killers (Dir.: Tim Burton)
 

Prato cheio para Tim Burton: caveiras, homenagens a filmes da Hammer e humor mórbido. Adoro os esqueletos fazendo homenagem à cena do beijo de A UM PASSO DA ETERNIDADE. Participação de Devon Aoki.

8- "Under the Bridge" - Red Hot Chilli Peppers (Dir.: Gus Van Sant)
 

Dá pra reconhecer claramente o estilo de Van Sant, especialmente no que diz respeito ao ennui adolescente. Los Angeles vira o terreno da morte mas também da redenção. 
 
7- "It's a Sin" - Pet Shop Boys (Dir.: Derek Jarman)
 

A fotografia é puro Jarman, com cada ator personificando um dos sete pecados capitais de forma bastante criativa. Alguns momentos parecem saídos diretamente de CARAVAGGIO.

5 de setembro de 2012

iHate "For those lost, just not forgotten"



For those lost, just not forgotten é um “poema visual” filmado pelo diretor Cole Webley que fala da experiência de se estar perdido emocionalmente. Após um ano trabalhando em comerciais, Webley resolveu fazer um trabalho mais pessoal e mostrou as cenas até então realizadas para o amigo, o também diretor, Chateau Bezerra, que criou o poema narrado no vídeo. Um vídeo tocante que faz a gente pensar sobre a vida e a fragilidade das coisas!

iHate SLAVA MOGUTIN



Slava Mogutin é um artista multimídia russo que mora em NY, conhecido por trabalhar com fotografia, vídeo, texto, instalação, escultura e pintura. Aos 21 anos foi aclamado e condenado pela mídia e sociedade por seus textos ligados a uma literatura homossexual e por sua postura ativista. O artista sempre esteve envolvido em polêmicas, antes de se mudar para os Estados Unidos, ele chocou a sociedade russa, tendo sido acusado de ser um transgressor por não aceitar as normas morais vigentes em seu país, de ser um vândalo malicioso cínico e insolente, além de ter sido acusado de ser um inflamador social por contribuir com a divisão nacional e religiosa, e propagandista de uma violência brutal, patologia psíquica, e perversões sexuais. Forçado a deixar a Rússia, Slava ganhou asilo politico nos Estados Unidos. Assim que chegou em NY, mudou seu foco artístico para a arte visual, se tornando um membro ativo da cena artística urbana. Em seu trabalho fotográfico, podemos perceber sua capacidade para captar corpos e práticas sexuais estranhas, explorando retratos de meninos perdidos, retratando a cultura gay alternativa americana. Seu trabalho pode ser encontrado em grandes publicações como The New York Times, The Village Voice, i-D, Visionaire, L’Uomo Vogue e BUTT

iHate HAIM


A primeira vista, o trio formado pelas irmãs Danielle, Alana e Este, pode parecer uma banda com Alanis Morissette triplicada, mas vai muito além dessa analogia. Provenientes da calorosa nova cena indie de Los Angeles, as irmãs que formam o Haim, utilizam de diversos ritmos para formar sua música, como guitarras de funk, chocalhos e vocais fortes e harmoniosos, o que torna difícil definir um único estilo. Fizeram uma excelente estréia com o lançamento do EP “Forever“, o qual disponibilizaram gratuitamente em seu site, pipocaram em pequenos shows e festivais e conseguiram atrair um buzz pela mídia especializada e por centenas de blogs ao redor do mundo. Com estética vintage inspirada nos anos 1990, já são consideradas coqueluches de inspiração para fashionistas. As meninas tem lançamento de álbum previsto para este ano e agora é ficar de olho, porque certamente você ainda vai ouvir falar do Haim.

16 de agosto de 2012

iHate BATMAN


EU GOSTEI:

- Não é qualquer filme-pipoca lançado no verão americano que é capaz de lidar não com um, nem com dois, mas com três dos grandes eventos histórico/econômicos dos EUA nesse início de século: o 11/9, a crise econômica de 2008 e o movimento Occupy. O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE é antes de mais nada um filme político que exerce uma das funções fundamentais dos produtos culturais: representar e questionar os principais temas de nosso tempo.

- Ainda que sem uma atuação icônica como a de Heath Ledger em O CAVALEIRO DAS TREVAS, o terceiro filme da trilogia de Nolan é o que tem o elenco mais homogêneo e espetacular: Christian Bale tem seu melhor trabalho na série, Joseph Gordon-Levitt mostra porque é um dos atores mais versáteis da atualidade, Michael Caine detona em cinco minutos em cena e, mesmo as atrizes (tão subestimadas na filmografia de Nolan) brilham - especialmente Anne Hathaway.

- Poucos diretores conseguem mesclar um roteiro repleto de simbolismo a cenas de ação impressionantes como Christopher Nolan. A carga dramática da queda de Bruce Wayne e o seu martírio na prisão tem a mesma força da inacreditável sequência de abertura ou da cena no estádio de futebol. Além disso, a carga épica da narrativa transforma a própria cidade de Gotham em protagonista, onde o drama dos personagens está intimamente ligado à forma em que aquela sociedade se organiza.

EU NÃO GOSTEI:

- É impressionante como o filme parece ter como principal foco o caráter capitalista-conservador de Batman - afinal de contas, é um vigilante mascarado e bilionário que faz justiça com as próprias mãos, tentando vingar o assassinato dos pais. Portanto, nada mais reacionário do que impedir uma "revolta popular". Só que no caso do filme de Nolan, "revolta popular" é a mesma coisa que anarquia e destruição (que crime hediondo arrancar casacos de pele de senhoras!), já que o líder da "revolução" é um assassino.

- Para uma produção com tantas ideias, é uma pena que tudo se resuma no final ao tic-tac de uma bomba prestes a explodir, como nos mais rasteiros filmes de ação. Além disso, a tal abordagem realista de Nolan para a série foi para o espaço. Que prisão bizarra era aquela? Se Bruce Wayne podia se amarrar na corda, porque não subiu por ela?? E quando ele volta, o jato dele está estacionado no mesmo lugar???

- Os motivos dos personagens nunca são suficientemente claros para justificar suas ações, o que ressalta apenas o que há de mais formulaico no roteiro. Se Selina Kyle é uma das mais espertas ladras de Gotham (ela invade o cofre de Bruce Wayne!), porque ela se preocupa em conseguir uma máquina (alerta de MacGuffin!) para apagar seus registros? Se Talia Al Ghul odiava seu pai por tê-la separado de Bane, por que ela ainda quer levar a cabo o plano dele de destruir Gotham? E se o motivo da destruição de Gotham era a corrupção em que a cidade se encontrava, por que fazer isso quando o crime tinha sido erradicado pela lei Harvey Dent? São perguntas que o problemático roteiro, entre uma cena de explosão e outra, nem ousa tocar.

E vocês, o que acham de O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE?

iHate MADONNA TOP 10 VIDEOS

Para comemorar o aniversário da Rainha do Pop esse mês, aqui vai minha lista dos 10 melhores clipes da carreira dela.
10- Bad Girl (Dir.: David Fincher)
 
 
David Fincher foi o diretor que melhor captou o status de megastar de Madonna e usou isso como força criativa na realização de videoclipes. No caso, de "Bad Girl", temos uma historinha que muito bem poderia ter se tornado depois um longa-metragem bem ao estilo do cineasta de SEVEN. É um dos poucos clipes (único?) em que Madonna, mesmo que vivendo uma personagem, se dá mal devido à sua posição de poder (sexual, social e econômico). Se bem que terminar o clipe ao lado de Christopher Walken, no papel de Anjo da Morte, não é nada mal...
9- Express Yourself (Dir.: David Fincher)



O clipe de Express Yourself (considerado pela Slant o melhor de todos os tempos), traz Fincher no seu ápice criativo. Um dos clipes mais caros do seu tempo (1 milhão de dólares em 1990), Express Yourself é uma versão pós-feminista do METROPOLIS de Fritz Lang. Do alto da torre mais alta da cidade, rodeada de arranha-céus e pistões que são verdadeiros símbolos fálicos, Madonna canta sobre auto-afirmação da mulher enquanto vive aprisionada por um magnata e observa operários saradões trabalharem lá embaixo. Os movimentos de câmera, sempre de cima para baixo, são um toque de mestre. O clipe brinca com as fronteiras dos gêneros e do sexo como instrumento do poder, um dos temas mais caro da videografia de Madonna. 
 
8- Justify My Love (Dir.: Jean-Baptiste Mondino)


O magnum opus sadomasô de Madonna. Pegando emprestado elementos do cinema francês dos anos 60 e especialmente do filme The Night Porter, o diretor Jean-Baptiste Mondino coloca Madonna no meio de um delírio onde o sexo é menos prazer e mais poder. Figuras andróginas, elementos religiosos  e muito couro preto são cortesia da casa, assim como o modelo Tony Ward. Permanece como um dos clipes mais emblemáticos de Madonna, não só por ser banido na MTV mas também por ser o 'video single' mais vendido da história. 

17 de julho de 2012

iHate FRANK OCEAN


Se todo mundo que revelasse já ter se apaixonado por alguém do mesmo sexo fizesse um disco tão bom quanto Channel Orange, de Frank Ocean, o mundo seria um lugar muito muito muito melhor. 

O cantor de 24 anos era mais conhecido na verdade por seu trabalho como compositor, tendo Justin Bieber, John Legend e Brandy cantando suas músicas. Mas foi quando Beyoncé gravou uma das melhores composições de Ocean até então - "Miss You" - que todo mundo passou a prestar atenção no cara (aliás, por mais que goste da versão da Beyoncé, o Frank Ocean no piano detona). Jay-Z e Kanye West, que não são bobos, pegaram dele a excelente "No Church in the Wild" (usada no trailer do novo O GRANDE GATSBY) e gravaram no badalado Watch the Throne. Não demorou muito para Frank Ocean ser considerado a mais nova promessa do R&B.

Além de ter suas composições cantadas por outros artistas, Ocean já havia despertado o interesse do mercado fonográfico através do lançamento independente do disco Nostalgia, Ultra, cuja ótima música Novocane, que cita de Viagra a Stanley Kubrick, chegou ao Top 100 da Billboard.

Diante desse cenário, havia uma certa expectativa com o lançamento do primeiro disco de Frank Ocean por uma gravadora. Essa expectativa foi multiplicada por 100 quando o cantor, em seu Tumblr, publicou um texto dizendo que se apaixonou por um homem quando tinha 19 anos e que, embora aquele amor nunca tenha se tornado público, foi um dos melhores momentos da vida dele. Em um dos momentos mais bonitos do texto, Ocean escreve: 
 
"Thanks. To my first love. I'm grateful for you. Grateful that even though it wasn't what I hoped for and even though it was never enough, it was. Some things never are... and we were." 
 
É um texto muito bonito e sensível, onde o cantor também afirma que agora não tem mais nada a esconder. Isso tem particular importância porque vários rumores começaram a surgir depois que alguns críticos, depois das primeiras audições do álbum Channel Orange, disseram que era o disco em que Ocean estaria saindo do armário, com pelo menos três músicas onde ele falava de amor relacionando a um "him" [ele] ao invés de "her" [ela]. A orientação sexual do cantor já vinha sendo discutida até mesmo anteriormente, quando na própria "Miss You" de Beyoncé existe a frase "it doesn't matter who you love." Ou então em "Thinkin' Bout You", que Justin Bieber regravou, mas trocando uma frase em que aparecia "boy" por "girl". 
 

10 de julho de 2012

iHate MARK SELIGER


É impossível pensar nos últimos 20 anos da revista Rolling Stone sem pensar no trabalho de Mark Seliger. Assim como Annie Leibovitz foi responsável pelas marcantes imagens da publicação nos anos 60 e 70, foi Seliger o fotógrafo oficial de praticamente todas as capas da Rolling Stone a partir dos anos 90. No clique abaixo, alguns dos trabalhos de Mark Seliger que acho mais bacanas.

Sem dúvida, o trabalho mais marcante de Seliger foi o retrato de Kurt Cobain para a Rolling Stone feito dois meses antes da morte do cantor. A fotografia seria usada como capa de um perfil de Cobain, mas acabou sendo a imagem-símbolo das homenagens póstumas ao líder do Nirvana.



iHate 20 YEARS OF BATMAN RETURN

  
BATMAN O RETORNO foi o que me fez descobrir o verdadeiro significado de hype. O ano era 1992, e pela primeira vez passei a procurar desesperadamente por notícias, fotos e vídeos de um filme. Afinal de contas, ele se tornou um dos melhores filmes de superheróis de todos os tempos e a minha produção preferida da série BATMAN (sorry, Christopher Nolan). Para minha surpresa, descobri que semana passada o filme completou 20 anos de lançamento.

Para dizer a verdade, não consigo explicar porque queria tanto assistir a BATMAN O RETORNO. Tinha assistido ao primeiro BATMAN em VHS e, apesar de ter gostado (Jack Nicholson realmente impressiona e aquela cena na galeria de arte é um dos meus momentos favoritos do cinema de Tim Burton), está longe de ser um dos meus filmes preferidos.

Por outro lado, tudo sobre BATMAN O RETORNO eu lia avidamente: primeiro sobre o retorno de Michael Keaton, depois a escolha do Pinguin e da Mulher-Gato para vilões (dois vilões!), e finalmente a novela sobre a escolha da atriz para fazer Selina Kyle, cujos nomes dados como quase certos várias vezes eram o de Madonna e Rachel Welch.

Posteriormente, quando as primeiras fotos foram divulgadas fiquei ainda mais impressionado:  o Pinguin era nojento e a Mulher-Gato era diferente de tudo  que já tinha sido feito - afinal de contas, ela usa praticamente um figurino sadomasoquista. Lembro claramente de ter visto pela primeira vez imagens do filme no Video-Show (ainda apresentado pelo Miguel Fallabella!). Duas cenas eram rapidamente mostradas: a briga entre Batman e a Mulher-Gato no telhado e a sequência em que a vilã está na loja de departamentos. O programa exibiu imagens de making of (depois usadas como extra no DVD) de Michelle Pfeiffer treinando e depois tentando - sem CGI! - arrancar a cabeça a de cada um dos manequins com o chicote. 

4 de julho de 2012

iHate HOMOPHOBIA


Homophobia é um projeto coletivo conduzido pelo jovem diretor Gregor Schmidinger, que inclusive já dirigiu outro curta-metragem intitulado The Boy Next Door ultrapassando a marca de mais de 2 milhões de visualizações em seu canal no Youtube. Dessa vez o diretor nos apresenta Homophobia, que conta a história de um adolescente, que serve as Forças Militares da Áustria e experimenta sentimentos homossexuais com um dos seus colegas na sua última noite na fronteira austro-húngara.


iHate ARE YOU DOING WHAT YOU LOVE?

Não é preciso dizer muito sobre este vídeo, apenas que você vai se encontrar no meio da narrativa e que a pergunta final é sempre válida. Sempre, mesmo que você saiba a resposta.

Produzido pela Box1824, vale a visita.

3 de julho de 2012

iHate MY BETTER HALF



Amanda Jane Jones fotografa casais apaixonados e depois faz pequenos desenhos nas imagens, deixando o resultado fofo e romântico.

O projeto se chama “My Better Half” e é daqueles que deixa o dia da gente mais bonito!

iHate TARANTINO WOMENS

- Mia Wallace (Uma Thurman, PULP FICTION): Femme fatale ícone do universo filme B criado pelo diretor, aparentemente existe simplesmente como tipo - nesse caso, "mulher do gângster". Porém, quando a conhecemos melhor, vemos que ela tem opiniões bastante definidas sobre sexo, drogas e ...milkshake. 
- Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent, BASTARDOS INGLÓRIOS): Única sobrevivente do massacre que dizimou sua família durante a campanha nazista na França, busca vingança contra seus inimigos usando uma das armas mais eficientes já criadas: o cinema. 
- A Noiva (Uma Thurman, KILL BILL Vol. 1 & 2): Noiva. Mãe. Assassina. Nascida como ideia de piloto de TV para Mia Wallace, nada a impedirá de completar sua vingança, matando um por um aqueles que impediram sua felicidade. 
- Jackie Brown (Pam Grier, JACKIE BROWN): Aeromoça de meia-idade cansada da vida encontra mala cheia de dinheiro. Mafiosos, cafetões, policiais corruptos e Bridget Fonda vêm de brinde.

30 de junho de 2012

iHate CELESTE AND JESSE FOREVER

 

A trama é sobre um jovem casal que tenta manter a amizade e namorar outras pessoas após um recente divórcio. Será isso possível?
Mais um indie movie para minha coleção.